segunda-feira, 4 de maio de 2015

Saúde financeira do São Paulo está nas mãos do empresário Jorge Mendes


Não é segredo algum as várias complicações financeiras que enfrenta o São Paulo nos últimos anos. O final da era Juvenal Juvêncio e o início do mandato do atual presidente Carlos Miguel Aidar são questionáveis de diversas formas, principalmente quando falamos sobre gestão e grana. Assim como aconteceu com a venda do meia Lucas, em 2012, a saúde financeira do São Paulo - que parece não ter sido capaz de gerir o montante arrecadado nas vendas das últimas peças Made in Cotia; Oscar, Piazon, Lucas, Uvini, Casemiro, etc - está novamente na dependência de uma transferência base-Europa. Não que vender jogador seja absurdo, pelo contrário, faz parte do processo, todavia, gerir bem as receitas também é fundamental. Depender da venda é o problema, a consequência dos erros. Popularmente diríamos que o buraco é mais embaixo. 

Ao telefone, Jorge Mendes, empresário (Foto: Paulo Pimenta)
E quem tem, hoje, a solução para amenizar os problemas são-paulinos é o empresário português Jorge Mendes, que desde 2013 é o responsável pela carreira do defensor Rodrigo Caio, que segundo nos conta a imprensa, está na mira do Atlético de Madrid, da Espanha. Rodrigo, que voltou a jogar nos últimos meses após se recuperar de uma cirurgia no joelho, tem recebido propostas tentadores do futebol europeu desde antes de sua estreia pelo profissional do Tricolor.

Segundo informações colhidas por este colunista, Rodrigo Caio já recebe sondagens para deixar o São Paulo há algum tempo, como disse, desde seus tempos de base. Sem dúvida, ter assinado com Jorge Mendes para ser seu representante abriu ainda mais esse leque de ofertas. 

R. Caio: atuações pela Seleção e São Paulo
  despertaram interesse europeu  (Foto: Zimbio)
Para quem não sabe, Jorge Mendes é considerado o "melhor empresário do mundo". Dono de vários atletas de renome internacional - como Cristiano Ronaldo -, o português também possui vários acionistas no Brasil. Segundo informações do jornalista Paulo Vinicius Coelho, comentarista dos canais Fox Sports e blogueiro do UOL, Mendes está, inclusive, envolvido com o grupo Doyle Sports, responsável por agitar o mercado brasileiro com contratações de impacto, como Leandro Damião pelo Santos e Marcelo Cirino pelo Flamengo.

O que podemos concluir disso tudo é que a recente proposta de 15 milhões por Rodrigo Caio, recusada pelo São Paulo, como confirmou Aidar à imprensa na última semana, não será, com toda certeza, a derradeira pelo defensor. Vale lembrar que antes de sofrer a lesão que interrompeu sua carreira no ano passado, Rodrigo Caio estava com a venda engatilhada para o Monaco, da França, por uma quantia próxima aos 20 milhões de euros, justamente o valor que o São Paulo julga ser justo pelo direitos do atleta.

A direção do São Paulo sabe que precisa vender jogadores para amenizar as dívidas que se acumulam, entretanto, espera conseguir valorizar seu patrimônio da melhor forma possível. Para a iminente venda do jovem jogador se concretizar, resta, agora, saber se os espanhóis estão dispostos a aumentar a oferta e quão predisposto está Jorge Mendes para atrair compradores e cifras maiores à mesa do clube. A saúde financeira do São Paulo passa por isso.

Este colunista entende que é preciso agir racionalmente e tentar fazer o melhor negócio possível para o clube, todavia, alerta para a dificuldade enfrentada pelo jogador em recuperar espaço entre os titulares - o que pode ocasionar desvalorização -, assim como sua leve tendência às lesões. No futebol, nem sempre é possível sair ganhando, às vezes é preciso abrir mão do duvidoso e optar pelo certo. Na imprensa, já surgem as informações sobre insatisfação do estafe do jogador pelo "jogo duro" do presidente, o que pode gerar complicações e rusgas futuras. Eu, em sã consciência, não me indisporia com Jorge Mendes, principalmente sabendo que sua influência pode salvar o clube que comando da falência moral. A única coisa que podemos ter certeza nessa história é que a obrigação de reorganizar o clube é de quem o bagunçou. Ter um gigante chamado São Paulo na mãos é, além de um privilégio, uma enorme pedreira. As decisões precisam ser acertadas. A margem de erro é zero!


Sérgio Ricardo Jr.

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