quarta-feira, 1 de abril de 2015

Pato pode entrar na Justiça para se desligar do Corinthians; Alvinegro continua tentando negociá-lo


Os sete meses que Pato não recebe salários, direito de imagem e o gordo auxílio moradia do Corinthians, permitem ao jogador entrar na Justiça Trabalhista para cancelar o contrato com o Alvinegro.

A possibilidade de o atleta, se tomar tal iniciativa, conseguir encerrar o vínculo empregatício com o time de Parque São Jorge é muito considerável.
Se fizer isso agora, ele ficará impedido inclusive de jogar pelo São Paulo, a não ser que assinasse novo acordo com o clube do Morumbi.
Hoje ele é jogador do Corinthians e foi emprestado ao São Paulo. Ninguém pode emprestar aquilo que não possui (direitos econômicos e federativos).
O fim do vínculo anularia os contratos em vigência com ambos as agremiações.
A preferência do atleta, apesar de não citar, é retornar à Europa, em um grande clube de alguma cidade pela qual tem simpatia.
Os dirigentes do Alvinegro, por esse e outros motivos, tentam, desde o ano passado, encontrar algum interessado.
Antes da eleição de Roberto Andrade, queriam recuperar o investimento.
Depois, por causa da ausência de ofertas, a ideia passou a ser minimizar o prejuízo da cara negociação.
Sabem que ele pode procurar outro caminho para se desligar da instituição.
Se houver alguém no exterior disposto a contar com o atacante, e que for do agrado do jogador, o Alvinegro se dispõe a negociá-lo por valor inferior ao que pagou.
A novela tem outro ponto.
O empresário do jogador pode orientar o cliente a ingressar na Justiça Trabalhista para negociar diretamente com outro clube e elevar os ganhos.
O motivo principal para não seguir tal rumo é manter a relação amigável com a equipe brasileira ao permitir que ela ganhe parte do dinheiro da transação.
Outra opção é esperar o final da temporada para ver se a dívida será quitada, pois continua com a carta na manga, supostamente segura, que é o próprio São Paulo.
Ao cabo do empréstimo, se não for paga, a Justiça será o caminho mais barato e viável para a permanência dele no Morumbi.
Mas, até lá, Ataíde, Muricy e Gustavo Vieira de Oliveira podem não ocupar mais os cargos de vice-presidente de futebol, treinador e gerente executivo, e se isso acontecer não há certeza que os planos para a manutenção do Pato serão mantidos.

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